O tabu do tamanho do pênis e o sexo

O tamanho do pênis pode estar associado a um relacionamento saudável a dois, sem importar se este se configura como hétero ou homossexual. A partir do momento em que um dos parceiros se encontra em desconforto com relação ao seu estado físico ou psicológico ambos passam a compartilhar aquela agonia que pode ter maiores conseqüências na vida do casal. Neste editorial vamos revelar a opinião de uma mulher em relação a este tema importante a ser discutido ao se tratar da vida a dois.

Heloise* tem 29 anos, está solteira e já teve três relacionamentos sérios. Para ela, antes de tudo um relacionamento é baseado em fidelidade e respeito. No que diz respeito à estética, ela não acha isso importante. Para Heloise, “se for algo que gere algum constrangimento para a pessoa ou que a leve a insatisfação, ela deve sim fazer algum tipo de cirurgia estética”. Mas também, reitera: “Como existe um risco cirúrgico, acho que ninguém deve passar por esse risco à toa”.

Ela acha que a preocupação masculina com estética é vaidade, tanto que ela nem gosta muito de homens vaidosos. “Eu gosto mais de um cara cafajeste, que não se arruma, do cabelo desarrumado (…) não gosto do cara mauricinho”.

Questionada se o tamanho do pênis grande importa, ela diz que não, pois para ela o que prevalece é o amor. Mas completou dizendo que quando sai com as amigas, muitas vezes algumas comentar sobre o tamanho do “amigo” dos seus parceiros. “Ah, elas falam que o cara tinha pequeno, ou que o outro que tinha grande. Do mesmo jeito que os homens falam sobre as mulheres nas conversas de bar”, completa.

Heloise termina dizendo que nunca teve problema com o tamanho do pênis dos seus parceiros, mas também que nunca ligou para isso. Para ela, comunicação é o mais importante. “O que importa é manter a conversa entre o casal, pra que seus problemas sejam resolvidos primeiramente numa conversa” diz.

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Como sociedade não estaremos, de uma certa forma, excessivamente preocupados com o sexo? Talvez. Esta questão tem sido muitas vezes levantada no que respeita à nossa indústria de entretenimento – dada a quantidade desproporcionada de conteúdos sexuais nos filmes e na televisão. Vemos o sexo ser usado para vender quase tudo, desde cosméticos a carros, e o sexo é muitas vezes a chave do enredo.

Estamos também obcecados com a juventude, e a procura do sexo pelos jovens adultos nas suas manifestações mais físicas é sempre retratada de forma exuberante e desproporcionada. Jovens estão cada vez mais preocupados com o crescimento do pênis em sua idade. Um estudo mostrou que, no horário nobre de televisão, um telespectador encontra em média e por hora 22 referências sexuais por cada alusão ao planejamento familiar ou à prevenção de doenças. Outro mostrou que, em média, existiam mais de oito interações sexuais na “hora familiar” em televisão.

Tudo isto dá a impressão que todos se estão a divertir imenso com o sexo e têm poucos problemas – principalmente poucos problemas de saúde. No entanto, resultados publicados em 1994, apontam no sentido contrário: as relações sexuais na vida real não se assemelham muito ao sexo na televisão. Por exemplo, os americanos têm em média menos de cinco parceiros ao longo da vida, e têm de lidar com questões como doenças sexualmente transmissíveis (DSTS), gravidez indesejada ou não programada, bem como com problemas da função sexual, que podem impedir a pessoa de ter prazer na relação sexual ou de conceber um filho. Longe de estarmos demasiado preocupados com estes problemas, não lhes temos dado a devida atenção.

Os problemas de saúde sexual afetam um número significativo de pessoas?

Sim, afetam um número substancial de pessoas. Tomemos como exemplo o caso das DSTs. Se considerarmos todos os indivíduos afetados pelas 10 doenças mais frequentes nos Estados Unidos, 87 por cento dos casos tratam-se de DSTs. Estima-se que a probabilidade de contrair uma DSTs durante a vida é de 1 em 4, e a taxa de incidência de muitas destas infecções é muito maior que em qualquer outra nação industrializada.

O problema da gravidez não programada tem um perfil semelhante. Ainda nos Estados Unidos, um milhão de adolescentes engravida anualmente e aproximadamente 40 por cento destas fazem um aborto. Cerca de metade destas gravidezes não são planeadas

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